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Neste estudo utilizámos a norma da reciprocidade para analisarmos o comprometimento afectivo dos trabalhadores temporários. Considerámos que quando a empresa cliente mostrava investimento no sentido de satisfazer as necessidades destes trabalhadores, estes retribuíam com esta atitude positiva face a esta organização. Por outro lado, pressupusemos que esta relação servia de referente e relacionava-se com o comprometimento afectivo com a agência que contratava estes trabalhadores. Com uma amostra de 264 trabalhadores temporários a trabalhar em três empresas industriais Portuguesas, comprovámos a existência de uma relação positiva entre a experiência do sistema de Práticas de Recursos Humanos (PRH) e o comprometimento afectivo dos trabalhadores face à empresa cliente. Observámos ainda que o comprometimento afectivo com a agência que os contratava se relacionava positivamente com o comprometimento afectivo com a empresa cliente. Mais interessante e indicando-nos que um dos ‘deveres’ da agência é a escolha de um bom cliente, verificámos que a relação entre o sistema de PRH e o comprometimento com a agência ocorria através do comprometimento com a empresa cliente.


Práticas de gestão de recursos humanos e duplo comprometimento dos trabalhadores temporários.

Maria José Chambel

Número especial Processos psicossociais nas organizações e no trabalho