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Com a crescente utilização do trabalho temporário, surge a necessidade de perceber em que medida os trabalhadores com este tipo de contrato podem diferir dos trabalhadores permanentes na relação que estabelecem com a organização em que trabalham. Neste estudo utilizou-se uma amostra de trabalhadores temporários (N=78) e trabalhadores permanentes (N=196) de uma mesma organização do ramo da indústria electrónica, em Portugal. Os resultados obtidos permitiram verificar que, independentemente do contrato de trabalho, a percepção das práticas de recursos humanos contribuíam para a percepção do cumprimento do contrato psicológico por parte da empresa. Por outro lado, de acordo com a norma da reciprocidade, podemos observar que quando os trabalhadores consideravam que a empresa estava a cumprir com as suas obrigações, respondiam favoravelmente mostrando mais implicação afectiva para com a empresa. No entanto, verificámos diferenças entre estes dois grupos de trabalhadores: para os permanentes, a avaliação de desempenho, a formação e a atribuição de recompensas eram práticas de recursos humanos que se relacionavam de forma significativa com o cumprimento do contrato psicológico; para os temporários, não existiam práticas especificas que apresentassem uma relação significativa com esta variável. São discutidas as implicações práticas destes resultados para a gestão dos trabalhadores temporários.
Reciprocidade dos trabalhadores temporários e permanentes:
Um estudo exploratório numa empresa industrial.
Silvia Lopes & Maria José Chambel