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A formação tem sido considerada uma prática de recursos humanos que consegue ir de encontro a algumas das necessidades consideradas relevantes pelos trabalhadores temporários, nomeadamente a necessidades de controlar a incerteza e de aumentar a sua empregabilidade. Recolhemos dados entre 425 trabalhadores temporários de agência, com funções de execução, e utilizámos um modelo de equações estruturais para testar as hipóteses formuladas. Após controlarmos o voluntarismo, verificámos que as ofertas de desenvolvimento internas e as acções de formação on-job que promovem a empregabilidade interna – oportunidade de permanecer e evoluir dentro da organização – se relacionam negativamente com a exaustão dos trabalhadores temporários e positivamente com o seu compromisso afectivo para com a organização. Além disso, e tal como esperado, a relação positiva existente entre estas acções de formação e o compromisso afectivo dos trabalhadores, é parcialmente mediada pela sua exaustão. Contudo, as acções de formação que promovem a empregabilidade externa, ou seja, as acções de formação que poderão facilitar a integração de um trabalhador noutra organização, não se relacionaram com a exaustão dos trabalhadores, apenas se relacionaram, e de forma negativa, com o seu compromisso afectivo. Foram também referidas as implicações que uma relação de emprego baseada na empregabilidade pode ter para os trabalhadores temporários.
Comunicação 1: Training that promotes employability and temporary agency workers’ exhaustion and affective commitment.
Maria José Chambel, Mafalda Espada & Filipa Sobral
Comunicação integrada no Simposium “Temporary Agency Workers’ Attitudes and Well Being: The relevance of organizational actions”
Istambul, 4 a 8 de Julho de 2011
Comunicação 1